
Existiu um lenhador que acordava às seis horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha e só parava tarde da noite.
Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos anos, e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.
Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho.
Todas as noites, ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.
Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem, e, portanto, não era confiável.
Quando ela sentisse fome, comeria a criança.
O lenhador, sempre retrucando com os vizinhos, dizia que isso era uma grande bobagem.
A raposa era sua amiga e jamais faria isso.
Os vizinhos insistiam:
- Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu filho.
- Quando sentir fome, comerá seu filho!
Um dia o lenhador, muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários, ao chegar em casa viu a raposa alegre como sempre e com a boca totalmente ensangüentada.
O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, acertou o machado na cabeça da raposa, matando-a.
Ao entrar no quarto desesperado, encontrou seu filho no berço dormindo tranquilamente e, ao lado do berço, uma cobra morta.
Imagem: FreeDigitalPhotos.net
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